O Pequeno Príncipe
segunda-feira, 3 de junho de 2013
O diálogo da raposa com o pequeno príncipe
diálogo entre o principezinho e a raposa, capítulo XXI do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar
Depoimento sobre a leitura e a escrita
Caros Leitores,
POR LILIAN MOREIRA
POR LILIAN MOREIRA
A leitura é o maior bem adquirido pela humanidade, por meio dela, ampliamos o nosso conhecimento, descortinamos o mundo e o lemos muito melhor. Devo confessar-lhes que tenho sorte, pois faço parte de uma família que sempre a valorizou. Assim, desenvolvi logo o gosto por ela, e um encantamento especial pelas histórias greco-romanas. Sobre a escrita, lembro-me com entusiasmo como gostava de escrever peças teatrais, minha mãe dizia que era para me deixar escrever os cartões de natal, pois os dizeres eram muito bonitos, eu me orgulhava disso.
O primeiro livro que ganhei foi “O pequeno príncipe” e nunca me esqueci da passagem da raposa com o príncipe que diz: “Você não me cativou ainda, me cativa, vai”, dita pela raposa. Cativar, essa é a palavra. Nossos alunos também precisam ser cativados pela leitura. Para finalizar, conto-lhes outro episódio, agora já adulta, estava na faculdade, quando foi solicitada a leitura de “Grande Sertão Veredas”, do nosso grande Guimarães Rosa (aliás, considero um dos melhores que já li), tendo como propósito além da prova, um seminário, fiquei apavorada, pois havia chegado as cento e tantas páginas e ainda não tinha entendido “nada”, resolvi relê-las, não resolveu, então prossegui assim mesmo e pude constatar uma das melhores histórias da literatura brasileira. Com isso aprendi que a leitura também depende da insistência do leitor.
POR KÁTIA BONONI
Devo muito o meu encontro com a leitura, a escrita, a escola aos meus humildes pais. Trabalharam muito para que seus filhos pudessem comer e estudar. Ir à escola era obrigação, pois não tiveram estudo e queriam o melhor para nós. Diziam que estudar era um tesouro, o caminho para nos libertarmos financeiramente, crescermos culturalmente. E estavam certos.
Lembro-me dos livros da coleção Vaga-lume como" Ilha Perdida", "Cabra das Rocas", "Menino de Asas"; saudades do "Sítio", "Pollyana", "Iracema", "Lucíola" de José de Alencar. Mais tarde: "Dom Casmurro", "Helena" de Machado de Assis. Quanta imaginação! Mergulhava nas poesias de Drummond e Cecília. A ansiedade para selecionar o meu livro na mesa atoalhada com cadeiras em volta, ou ainda, sentar ou deitar em jornais para fazer a leitura silenciosa, interagir, comentar a leitura. As saudosas professoras perpetuaram minha infância, adolescência, meu amadurecimento como leitora.
Lembro-me dos livros da coleção Vaga-lume como" Ilha Perdida", "Cabra das Rocas", "Menino de Asas"; saudades do "Sítio", "Pollyana", "Iracema", "Lucíola" de José de Alencar. Mais tarde: "Dom Casmurro", "Helena" de Machado de Assis. Quanta imaginação! Mergulhava nas poesias de Drummond e Cecília. A ansiedade para selecionar o meu livro na mesa atoalhada com cadeiras em volta, ou ainda, sentar ou deitar em jornais para fazer a leitura silenciosa, interagir, comentar a leitura. As saudosas professoras perpetuaram minha infância, adolescência, meu amadurecimento como leitora.
POR JULIANA VIDAL
Minha experiência com leitura começou muito cedo, nunca me esqueço o primeiro livro que li " O diário de Daniela". Incentivada por uma professora do Ensino Fundamental que dizia que era muito importante a leitura, pois era apartir dela que desenvolvemos um bom vocabulário eu me interessei por esse livro.
Quando comecei a ler me identifiquei com a história e foi uma leitura muito atrativa.
No Ensino Médio tive uma professora que incentiva a leitura de vários livros clássicos da literatura, mas daí a leitura já não era tão deliciosa, pois erámos cobrados nas avaliações. Como já gostava de ler, me deparar com livros complexos e extensos não foi difícil como para meus colegas. E foi na Universidade no Curso de Letras que me realizei pois as leituras complementavam as aulas e sem elas era impossível um bom rendimento.
Como vocês perceberam para eu gostar de ler fui incentivada por uma professora, pois é,hoje eu sou professora e me vejo no dever de incentivar meus alunos, sabemos dos desafios e dos vários concorrentes que encontramos na nossa era digital mas não devemos desistir a nossa tarefa é difícil mas não impossível.
POR JANAINA MARQUES
Meu primeiro contato com a leitura se deu de forma muito simples, foi em casa mesmo ouvindo minha mãe ler histórias em quadrinhos, para mim essa era a hora mais fascinate do dia, enquanto ela lia eu e meus irmãos partiamos para uma viagem emocionante e tal era que quando mamãe terminava a história já estavamos prontos para encenar cada personagem que era representado no gibi.E foi a partir dai que cresceu essa vontade enorme de ler; ler para mim e para os outros.
Mas confesso que não foi fácil, a vontade de aprender a ler bateu de frente com o preconceito de alguns professores que na época separavam os alunos em turma "forte" e "fraca" e eu é claro estava entre os fracos, nunca entendi porque mas tambem nunca questionei e passei o ano inteiro escrevendo a mesma frase (" eu vejo a barriga do bebê".),triste isso, porque foi aí que toda a minha vontade de aprender foi atropelada pelo pensamento de que nunca consegueria,mas novamente minha mãe entrou em cena e fez com que a escola me reprovasse para que eu tivesse a chance de resgatar o tempo perdido, fiz a segunda série novamente, mas agora com a certeza de que me tornaria professsora, e as crianças com mais dificuldade seria a minha meta e que jamais iria substimar qualquer aluno por mais dificuldade que este tivesse. E tenho tido grandes exitos,alunos que antes não lia nem escrevia nada, hoje sente um enorme prazer em escrever.
POR IVONE VILLA
Mas confesso que não foi fácil, a vontade de aprender a ler bateu de frente com o preconceito de alguns professores que na época separavam os alunos em turma "forte" e "fraca" e eu é claro estava entre os fracos, nunca entendi porque mas tambem nunca questionei e passei o ano inteiro escrevendo a mesma frase (" eu vejo a barriga do bebê".),triste isso, porque foi aí que toda a minha vontade de aprender foi atropelada pelo pensamento de que nunca consegueria,mas novamente minha mãe entrou em cena e fez com que a escola me reprovasse para que eu tivesse a chance de resgatar o tempo perdido, fiz a segunda série novamente, mas agora com a certeza de que me tornaria professsora, e as crianças com mais dificuldade seria a minha meta e que jamais iria substimar qualquer aluno por mais dificuldade que este tivesse. E tenho tido grandes exitos,alunos que antes não lia nem escrevia nada, hoje sente um enorme prazer em escrever.
POR IVONE VILLA
Minha experiência com livros
Nasci e morei em São Paulo até os meus 40 anos, mais precisamente na Vila Formosa. Tive uma infância pobre, mas mesmo assim nunca deixei de estudar, com toda dificuldade que passávamos, sem os livros necessários, minha mãe, do jeitinho dela, na luta com seus cinco filhos, encaminhou-nos até o antigo colegial, atual Ensino Médio.
Já naquela época, tinha verdadeira paixão pelos livros. Próxima de minha casa tinha uma biblioteca, a qual ainda existe, grande, com uma parte só para crianças, e era lá que sempre eu ia buscar livros para simplesmente lê-los ou senti-los próximos a mim.
Às vezes, queria somente ficar lá dentro, lendo aqueles livros grossos (enciclopédias) que não podiam ser emprestados. Outras vezes, pegava o dicionário e ficava descobrindo palavras que não conhecia.
Meu maior sonho naquela época era ter um dicionário, e meu pai, num esforço grande, conseguiu comprar um do MEC, que o tenho até hoje.
Os caminhos nos levam aonde mais precisamos de ajuda. Meus pais não tinham estudos, com uma linguagem regional, típica dos caipiras com muitos vícios, não tinham como me orientar e assim cresci, buscando sempre melhorar na escrita e na leitura.
Hoje, com 57 anos, prestes a me aposentar, vejo que tudo foram me mostrando caminhos novos para uma didática melhor, onde eu sou a maior aprendiz.
Perfis
De Lilian Moreira
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive. "
Ricardo Reis
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive. "
Ricardo Reis
Compartilhar, trocar, inovar; enfim, aprender é sempre prazeroso.
De Kátia Bononi
Trabalho com Língua Portuguesa no Ensino Fundamental e Inglês no Ensino Médio na E. E. "Cel. Benedito Ramos Arantes". Sou professora efetiva nos dois cargos. Moro em sítio, pois a natureza me renova. Jogo e oriento o voleibol de minha cidade, faço caminhadas, amo fazer trilhas. Adoro animais, viajar, assistir a filmes e noticiários, ler gêneros textuais diversos. A poesia faz parte da minha vida. Tenho muitas delas. Estar com a família é indispensável. Procuro com esse curso aprender a utilizar mais a tecnologia em minhas aulas.
De Ivone Villa
Nasci em São Paulo, Vila Formosa, mais precisamente, e foi lá que me aproximei dos livros, gostava de frequentar a Biblioteca Municipal, quando não os levava para casa, passava horas lendo aquelas enciclopédias pesadas, ou buscava conhecer palavras novas nos dicionários.
Um fato que me marcou muito foi quando meu pai comprou-me um dicionário do MEC, grosso, enorme e isso, foi para mim, a realização de um sonho. Tenho-o até hoje.
Para começo de conversa
Caros Leitores,
Este blog faz parte da integração de professores de Língua Portuguesa da rede pública do Estado de São Paulo, os quais fazem parte do programa de formação à distância Melhor gestão, melhor ensino. O programa visa o aprimoramento dos profissionais da área da educação em consonância dos novos letramentos, isto é, das tecnologias de informação e comunicação, as TICs, pois muito sabemos que esses meios de comunicação integram a sociedade atual e são inerentes da geração jovem.
Nessa perspectiva, o blog é uma ferramenta que pode subsidiar o trabalho pedagógico, uma vez que, permite o trabalho direto com a leitura e a escrita, pois, num processo de interação entre autor e leitor, oportuniza que os leitores se tornem coautores, por meio da construção colaborativa de conteúdos e ideias, de discussões e tomada de decisões diante dos fatos.
Assim, convidamos você, leitor, a fazer parte deste grupo. Deixe sua contribuição, indicações de livros, para que possamos trocar e compartilhar as experiências em prol de uma Educação que valha e faça diferença para a sociedade.
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