segunda-feira, 3 de junho de 2013

Depoimento sobre a leitura e a escrita

Caros Leitores,

POR LILIAN MOREIRA
A leitura é o maior bem adquirido pela humanidade, por meio dela, ampliamos o nosso conhecimento, descortinamos o mundo e o lemos muito melhor. Devo confessar-lhes que tenho sorte, pois faço parte de uma família que sempre a valorizou. Assim, desenvolvi logo o gosto por ela, e um encantamento especial pelas histórias greco-romanas. Sobre a escrita, lembro-me com entusiasmo como gostava de escrever peças teatrais, minha mãe dizia que era para me deixar escrever os cartões de natal, pois os dizeres eram muito bonitos, eu me orgulhava disso.
O primeiro livro que ganhei foi “O pequeno príncipe” e nunca me esqueci da passagem da raposa com o príncipe que diz: “Você não me cativou ainda, me cativa, vai”, dita pela raposa. Cativar, essa é a palavra. Nossos alunos também precisam ser cativados pela leitura. Para finalizar, conto-lhes outro episódio, agora já adulta, estava na faculdade, quando foi solicitada a leitura de “Grande Sertão Veredas”, do nosso grande Guimarães Rosa (aliás, considero um dos melhores que já li), tendo como propósito além da prova, um seminário, fiquei apavorada, pois havia chegado as cento e tantas páginas e ainda não tinha entendido “nada”, resolvi relê-las, não resolveu, então prossegui assim mesmo e pude constatar uma das melhores histórias da literatura brasileira. Com isso aprendi que a leitura também depende da insistência do leitor.

POR KÁTIA BONONI 
Devo muito o meu encontro com a leitura, a escrita, a escola aos meus humildes pais. Trabalharam muito para que seus filhos pudessem comer e estudar. Ir à escola era obrigação, pois não tiveram estudo e queriam o melhor para nós. Diziam que estudar era um tesouro, o caminho para nos libertarmos financeiramente, crescermos culturalmente. E estavam certos.
Lembro-me dos livros da coleção  Vaga-lume como" Ilha Perdida", "Cabra das Rocas", "Menino de Asas"; saudades do "Sítio", "Pollyana", "Iracema", "Lucíola" de José de Alencar. Mais tarde: "Dom Casmurro", "Helena" de Machado de Assis. Quanta imaginação! Mergulhava nas poesias de Drummond e Cecília. A ansiedade para selecionar o meu livro na mesa atoalhada com cadeiras em volta, ou ainda, sentar ou deitar em jornais para fazer a leitura silenciosa, interagir, comentar a leitura. As saudosas professoras perpetuaram minha infância, adolescência, meu amadurecimento como leitora.

POR JULIANA VIDAL

      Minha experiência com leitura começou muito cedo, nunca me esqueço o primeiro livro que li " O diário de Daniela". Incentivada por uma professora do Ensino Fundamental que dizia que era muito importante a leitura, pois era apartir dela que desenvolvemos um bom vocabulário eu me interessei por esse livro.
Quando comecei a ler me identifiquei com a história e foi uma leitura muito atrativa.
No Ensino Médio tive uma professora que incentiva a leitura de vários livros clássicos da literatura, mas daí a leitura já não era tão deliciosa, pois erámos cobrados nas avaliações. Como já gostava de ler, me deparar com livros complexos e extensos não   foi difícil como para meus colegas. E foi na Universidade no Curso de Letras que me realizei pois as leituras complementavam as aulas e sem elas era impossível um bom rendimento.
      Como vocês perceberam para eu gostar de ler fui incentivada por uma professora, pois é,hoje eu sou professora e me vejo no dever de incentivar meus alunos, sabemos dos desafios e dos vários concorrentes que encontramos na nossa era digital mas não devemos desistir a nossa tarefa é difícil mas não impossível.

POR JANAINA MARQUES
     Meu primeiro contato com a leitura se deu de forma muito simples, foi em casa mesmo ouvindo minha mãe ler histórias em quadrinhos, para mim essa era a hora mais fascinate do dia, enquanto ela lia eu e meus irmãos partiamos para uma viagem emocionante e tal era que quando mamãe terminava a história já estavamos prontos para encenar cada personagem que era representado no gibi.E foi a partir dai que cresceu essa vontade enorme de ler; ler para mim e para os outros.
     Mas confesso que não foi fácil, a vontade de aprender a ler bateu de frente com o preconceito de alguns professores que na época separavam os alunos em turma "forte" e "fraca" e eu é claro estava entre os fracos, nunca entendi porque mas tambem nunca questionei e passei o ano inteiro escrevendo a mesma frase (" eu vejo a barriga do bebê".),triste isso, porque foi aí que toda a minha vontade de aprender foi atropelada pelo pensamento de que nunca consegueria,mas novamente minha mãe entrou em cena e fez com que a escola me reprovasse para que eu tivesse a chance de resgatar o tempo perdido, fiz a segunda série novamente, mas agora com a certeza de que me tornaria professsora, e as crianças com mais dificuldade  seria a minha meta e que jamais iria substimar qualquer aluno por mais dificuldade que este tivesse. E tenho tido grandes exitos,alunos que antes não lia nem escrevia nada, hoje sente um enorme prazer em escrever.

POR IVONE VILLA

Minha experiência com livros
                Nasci e morei em São Paulo até os meus 40 anos, mais precisamente na Vila Formosa. Tive uma infância pobre, mas mesmo assim nunca deixei de estudar, com toda dificuldade que passávamos, sem os livros necessários, minha mãe, do jeitinho dela, na luta com seus cinco filhos, encaminhou-nos até o antigo colegial, atual Ensino Médio.
Já naquela época, tinha verdadeira paixão pelos livros. Próxima de minha casa tinha uma biblioteca, a qual ainda existe, grande, com uma parte só para crianças, e era lá que sempre eu ia buscar livros para simplesmente lê-los ou senti-los próximos a mim.
Às vezes, queria somente ficar lá dentro, lendo aqueles livros grossos (enciclopédias) que não podiam ser emprestados. Outras vezes, pegava o dicionário e ficava descobrindo palavras que não conhecia.
Meu maior sonho naquela época era ter um dicionário, e meu pai, num esforço grande, conseguiu comprar um do MEC, que o tenho até hoje.
Os caminhos nos levam aonde mais precisamos de ajuda. Meus pais não tinham estudos, com uma linguagem regional, típica dos caipiras com muitos vícios, não tinham como me orientar e assim cresci, buscando sempre melhorar na escrita e na leitura.
Hoje, com 57 anos, prestes a me aposentar, vejo que tudo foram me mostrando caminhos novos para uma didática melhor, onde eu sou a maior aprendiz.
                                                                                                             

Um comentário:

  1. Colega, é assim mesmo,estamos sempre aprendendo,
    somos aprendizes o todo tempo!Seu Blog está dez!
    Parabéns...
    visite o meu...
    h.t..t.p//lerparavidalerparaomundo.blogspot.com.br

    Abraços.

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